Agora que passou 1 mês desde que sou pai, acho que está na hora de fazer um balanço desta nova etapa na minha vida.
Não vou ser mentiroso, está a ser dificil, o não dormir em condições, não saber se vou conseguir comer descansado, estar sempre a vêr se ela acorda com o barulho e começa a berrar como se a tivessem a matar, mas mesmo assim está a ser um prazer enorme ser pai e modéstia à parte até que me estou a safar bem. Só não faço duas coisas, a saber, que são alimentá-la pois ela para agora só se alimenta de leite materno (dou-lhe as vitaminas, já não é mau, como é numa colher sou eu que lhe dou); a outra coisa que eu não faço é cortar-lhe as unhas, tenho um medo que me pelo de lhe cortar um dedinho. De resto faço tudo e com muito prazer.
Nós na vida somos a soma de vários papeis e esses papeis todos juntos é que faz definir aquilo que nós somos nesta vida. Para este papel de pai eu estava preparado, ou pelo menos assim o penso, o que eu não estava preparado era para que todos os outros papeis que eu represento deixassem de existir.
Assim sendo desde que sou pai deixei de ser filho, marido, amigo, colega de trabalho, de ginásio, de futebol, ou seja fiquei reduzido ao papel de pai e admito que está a ser um baque bastante grande.
Pois eu sempre disse e ainda acho que uma pessoa não percisa de deixar ser tudo aquilo que era para ser pai, apenas percisa de ajustar melhor o seu tempo e prioridades.
As pessoas podem dizer que é só da minha cabeça mas o que eu vejo é que agora só falam comigo sobre a Matilde e como eu estou em relação à Matilde e nada sobre tudo o resto que envolve a minha vida.
Mesmo em casa só ouço o meu nome quando é perciso fazer alguma coisa acerca da Matilde que eu não me tivesse apercebido ou para fazer alguma coisa que a mãe não pode fazer porque está com a Matilde. Mas deve ser assim que tem de ser, eu é que tenho de me habituar.
Fica aqui o balanço deste primeiro mês de pai e também um desabafo (perdoem-me por isso).
Beijos e abraços